Estrada de Canindé

Ai, ai, que bom

Que bom, que bom que é

Uma estrada e uma cabocla

Cum a gente andando a pé

Ai, ai, que bom

Que bom, que bom que é

Uma estrada e a lua branca

No sertão de Canindé

Artomove lá nem sabe se é home ou se é muié

Quem é rico anda em burrico

Quem é pobre anda a pé

Mas o pobre vê nas estrada

O orvaio beijando as flô

Vê de perto o galo campina

Que quando canta muda de cor

Vai moiando os pés no riacho

Que água fresca, nosso Senhor

Vai oiando coisa a grané

Coisas qui, pra mode vê

O cristão tem que andá a pé

Comentários

Raquel Rocha de Moura

18/09/2024

Luiz Gonzaga além de brincar com as palavras, traz uma visão que só é vista quando se é "pobre". Pobre: Quem anda a pé, quem observa as coisas simples, quem para na correria do dia a dia. Luiz Gonzaga deixa claro que para perceber as coisas simples e bonitas da vida é preciso DESACELERAR.

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